bolero é um ritmo que mescla raízes espanholas com influências locais de vários países hispano-americanos. De origem cubana tornou-se mais conhecido como canção romântica mexicana.

Eu amo boleros, e vou deixar aqui alguns dos meus favoritos.

1. Besame Mucho, de Consuelo Velásquez

2. Querida, de Juan Gabriel

3. Quizás, Quizás, Quizás (Versão de Andrea Bocelli)

4. Un Compromiso, de Sara Montiel

5. Háblame, de Trío Cavaleras














René Descartes foi um filósofo, matemático e físico francês. Muitos o consideram 'o pai da filosofia moderna', sendo também o maior representante do movimento racionalista.

Sua principal obra, 'O Discurso Sobre o Método' foi publicada em 1637 e trouxe uma explicação com influências matemáticas aliada à busca das 'verdades incontestáveis' da vida. Ou seja, o movimento racionalista buscava encontrar a verdade absoluta através de um processo na qual todas ideias deveriam passar e serem 'filtradas'. Aquelas que sobrevivessem a todas as etapas deste processo, seriam consideradas as reais verdades.

O livro está dividido em 6 partes: 
1 - Diversas considerações sobre a ciências;
2- As principais regras para a prática científica;
3 - A moral provisória que Descartes definiu para si mesmo;
4 - As provas da existência de Deus e da alma humana, fundamentos da metafísica;
5 - Descartes faz algumas aplicações do método a questões físicas e relativas à medicina; também as particularidades da alma humana;
6 - As razões que o levaram a escrever o tratado e aquilo que Descartes acredita ser essencial para o progresso do conhecimento.

O Método de Raciocínio de Descartes se constitui de 4 partes:
1. Receber escrupulosamente as informações, examinando sua racionalidade e sua justificação. Verificar a verdade, a boa procedência daquilo que se investiga – aceitar o que seja indubitável, apenas. Esse passo relaciona-se muito ao ceticismo;
2. Análise, ou divisão do assunto em tantas partes quanto possível e necessário;
3. Síntese, ou elaboração progressiva de conclusões abrangentes e ordenadas a partir de objetos mais simples e fáceis até os mais complexos e difíceis;
4. Enumerar e revisar minuciosamente as conclusões, garantindo que nada seja omitido e que a coerência geral exista.

É nesta obra que a famosa frase 'Penso, Logo Existo'  (Cogito, Ergo Sum) está presente. 

CONSIDERAÇÕES PESSOAIS

A Obra é, desde o início até o seu fim, uma leitura extremamente agradável e singela. Descartes deixa claro que não pretende apresentar uma nova forma de doutrina - mas sim a sua escolha e forma de pensar. O racionalismo era algo bastante pessoal do filósofo e a obsessão por encontrar as tais verdades absoluta percorre todo o livro. Ouso dizer que até aqueles que não gostam de ler livros do gênero iriam gostar!  
Ao fim, o racionalismo torna-se uma vertente de fácil compreensão, e até algo amável de se pensar.

O Livro está disponível em várias versões, físicas e digitais. 
A faculdade FAE disponibilizou uma versão em PDF: http://www.fae.edu/pdf/biblioteca/O%20Discurso%20do%20metodo.pdf

Boa Leitura!


Conhecida como 'A Sereia de Hollywood', Esther Williams era garantia de sucesso e bilheteria nos anos 40 e 50. 

A atriz, ex-campeã de natação, era figurinha constante nos filmes colorizados que a MGM adorava lançar. Películas deslumbrantes, que apesar de conter um enredo fraco, continham um lado técnico admirável - com números musicais exaustivos, longos e muito bem ensaiados. Os musicais de Esther eram conhecidos como 'aquamusicals' por misturarem música e natação.


Morena e de olhos claros, a beleza da jovem também chamava atenção, e o departamento de marketing do estúdio estava sempre atento ao que a jovem poderia ou não fazer e aparentar.
Apesar de nas telas sempre estar alegre, gentil e com uma aura meiga, na vida real Esther é relatada de modo bem diferente.
Segundo colegas de trabalho e amigos, a atriz tinha um humor péssimo e era arrogante com fãs e com outros astros.

O legado que Esther deixou é enorme. Nunca mais poderá existir novos 'aquamusicals', já que o gênero se extinguiu assim que sua maior estrela - Williams - se aposentou. Hollywood em seus tempos áureos sempre será lembrada como a 'terra dos sonhos', a 'terra da esperança' e claro, a terra dos grandes e ricos musicais, das belas atrizes e dos grandes estúdios. A nostalgia é o que fica, e claro, os filmes da sereia.

Top 5 - Filmes com Esther Williams:
1 - A Rainha do Mar (Million Dollar Mermaid/1952)
2 -  Meu Coração Tem Dono (Duchess of Idaho/1950)
3 - A Dupla Vida de Andy Hardy (Andy Hardy's Double Life/1942)
4 - Fiesta! (Fiesta!/1947)
5 - Escola de Sereias (Bathing Beauty/1944)






Luis Buñuel foi um cinesta nascido na Espanha, radicado no México e um dos grande contribuidores do cinema francês do século XX.

Sua Obra é cheia de filmes que tinham como tema a exploração do consciente e inconsciente humano, os valores da sociedade e etc. 
Além disso, Buñuel é famoso por ser um dos realizadores mais bem criticados da história do cinema, um dos mais polêmicos e cercado de escândalos.

Abaixo, uma lista dos melhores filme do diretor:

 Um Cão Andaluz (Un Chieu Andalou, 1929) 
Este curta-metragem foi feito em parceria com o pintor Salvador Dalí e conhecido como sendo uma das primeiras obras surrealistas do cinema. Não existe um enredo neste filme, é uma série de acontecimentos confusos com cenas agoniantes (como a da foto acima), mas mesmo com toda a aura estranha e perturbadora, é um filme muito indicado e que vale muito a pena ver.

O Anjo Exterminador (El ángel exterminador, 1962) 
Produzido na Espanha, este é um dos filmes mais aclamados do diretor e considerado como um dos 1000 melhores filmes do mundo, segundo o The New York Times. 
O enredo do filme conta com claras influências do surrealismo, onde Buñuel faz um ensaio sobre a aristocracia, a sociedade mascarada e os falsos valores e barreiras sociais presentes na época.

Viridiana (Idem, 1961) 
Filme controverso e um das mais polêmicas obras do diretor. Banido em países europeus, condenado como blasfêmia pela Igreja Católica, o filme ganhou a palma de ouro no festival de Cannes e se tornou uma conhecida OP do cinema espanhol. 
O Filme conta a história da noviça Viridiana, sua visita á casa de seu tio Jon, único parente vivo e  a obsessão que este tio desenvolve pela jovem religiosa. 

A Bela da Tarde (Belle de Jour, 1967)
O Filme mais conhecido do diretor e o mais amado também, com uma atuação maravilhosa da eterna atriz Catherine Deneuve (no auge da beleza), o filme conta a história da socialite Sevérine, que entediada com sua vida matrimonial e cheia de fantasia sexuais, vai em busca de uma nova forma de preencher suas tardes. 
Misturando sonho e realidade, o filme é um dos maiores clássicos do cinema francês e mundial.

 Tristana, uma paixão mórbida (Tristana, 1970)
A Obra é uma parceria entre Espanha, França e Itália e é uma das obras mais curiosas do diretor.
Conta a história da personagem título Tristana, uma órfã que é entregue aos cuidados de um homem idoso chamado Don Lope, a relação entre os dois vai evoluindo até se tornar um estranho caso de amor. 

O Discreto Charme da Burguesia (Le charme discret de la burgeoisie, 1972)
Um dos maiores retratos da burguesia feita para o cinema, o filme é bem-humorado e deliciosamente bem dirigido. Conta a história de um grupo de amigos que após um tentativa fracassada de um jantar de boa vizinhança, decidem fazer uma nova tentativa de jantar - que realmente não dá muito certo.

Esse Obscuro Objeto de Desejo (Cet obscur objet du désir, 1977)
O último filme realizado pelo diretor, uma fábula sobre a obsessão de um homem prestes a entrar na terceira idade por uma jovem de 18 anos manipuladora e extremamente bela (interpretada pela atriz Carole Bouquet). 



Esse artigo foi escrito ao som do álbum Greatest Hits, da banda Queen.




Sendo fã de cinema clássico, uma das coisas que mais pesquiso além dos filmes é a biografia dos artistas envolvidos. Biografias e sites na internet são aliados, então hoje resolvi postar um pouco sobre aquelas que mais embelezaram as telas e nos encantaram com seus talentos.

(A Lista não está em ordem de preferência)



Bette Davis



Bette Davis (Ruth Elizabeth Davis) é tida como a personificação da mulher de temperamento forte no cinema. Dona de uma voz marcante e um estilo bastante imitado e satirizado ao longo dos anos, Bette é tida como uma das maiores atrizes americanas de todos os tempos. A atriz tem ascendência inglesa, francesa e escocesa.

Filme mais famoso: A Malvada (1950)







Audrey Hepburn

Audrey Hepburn (Audrey Kethleen Ruston) é, ao lado de Marilyn Monroe, a atriz clássica mais lembrada e amada nos dias atuais. Dona de uma rara beleza de aparência frágil e muito delicada, a atriz sempre encarnava seus papéis adoravelmente. Teve uma infância difícil e um estrelato espontâneo. Era belga de ascendência holandesa, inglesa e francesa.

Filme mais famoso: Bonequinha de Luxo (1961)








Rita Hayworth

Rita Hayworth (Margerita Carmen Casino) foi - talvez - a mulher mais sexy do cinema na década de 40, e essa sensualidade era natural e aliada a um grande talento. Grande dançarina, dançou ao lado do icônico Fred Astaire e também com Gene Kelly, encarnou a anti-heroína fruto do desejo e do ódio de Johhny Farrel (Gleen Ford) em 'Gilda'. Era filha de ciganos espanhóis,

Filme mais famoso: Gilda (1946)











Veronica Lake

Veronica Lake (Constance Frances Marie Ockelman) foi a dona dos cabelos mais invejados de hollywood, sendo imitadas por mulheres do mundo inteiro até os dias atuais. Sua carreira de atriz é recheada de filmes noir, onde sempre interpretava o arquétipo 'femme-fatale'. Também foi uma doce bruxinha no filme 'Casei-me com uma feiticeira'. Atriz serviu de inspiração para a fisionomia da personagem Jessica Rabbit no filme 'Uma Cilada para Roger Rabbit'. Era descendente de alemães e irlandeses.

Filme mais famoso: Contrastes Humanos (1941)











Gina Lollobrigida

Gina Lollobrigida foi uma marcante atriz italiana, primeiramente sendo miss e atuando como modelo até chegar á indústria cinematográfica. Dona de traços fortes, atuou ao lado de inúmeros astros e bons diretores. 

Filme mais famoso: A Mulher mais Bela do Mundo (1955)
















Marilyn Monroe

Marilyn Monroe (Norma Jeane Mortenson) é o maior ícone da sétima arte. E Essa alcunha não é tida sem fundamentos ou referências, sendo que sua pessoa foi transformada em mito ao longo dos anos. Como atriz, interpretou papéis que pouco mostravam seu lado dramático, mas que revelavam a maravilhosa atriz cômica que era. Como modelo, era tida como a mulher mais sensual do mundo e dona de uma beleza extremamente fotogênica e glamourosa. Como cantora, emprestou sua voz á temas de filmes amados pelos grande público. Como pessoa, teve uma vida atribulada desde á infância, com falta de apoio familiar e casamentos frustrados.

Filme mais famoso: O Pecado Mora ao Lado (1955)







Sophia Loren

Sophia Loren (Sofia Villanni Scicoloni) é uma das melhores atrizes que o mundo já conheceu. Com olhos de gata e uma beleza exuberante, foi tida como a melhor criação italiana depois do macarrão. Seu talento é provado em grandes obras de cineastas como Federico Fellini, Ettore Scola, Vittorio De Sica, Carlo e Ponti, Robert Altman entre outros. A Bela foi a primeira a ganhar um óscar de melhor atriz principal em uma produção italiana.

Filme mais famoso: Duas Mulheres (1962)











Judy Garland 

Judy Garland (Frances Ethel Gumm) foi uma artista de altos e baixos, mas de importância inegável. Aos 15 anos foi cotada para interpretar a personagem feminina principal em 'O Mágico de Oz', em 1939, em seguida estrelou inúmeros filmes na década de 40, e sofreu uma pequena decadência na década de 50, sendo erguida com o clássico 'Nasce uma Estrela', onde nos proporciona uma presença de palco e um talento dramático inquestionáveis. Sofreu com vícios no fim de sua vida, morreu ainda jovem e deixou sua maravilhosa voz pra encher os corações de quem a ouve.

Filme mais famoso: O Mágico de Oz (1939)








Ava Gardner

 Ava Gardner (Ava Lavinia Gardner), segundo o poeta Jean Cocteu, era o animal mais belo do mundo. Sua beleza física era realmente de encher os olhos, mas como atriz deixava um pouco a desejar, mesmo assim, é uma figura importante na história do cinema sendo que seu carisma e sua personalidade a fizeram atingir um grande patamar durante as décadas de 40 e 50.  Era de ascendência inglesa.

Filme mais famoso: Os Assassinos (1946)











Gene Tierney

Gene Tierney (Gene Eliza Tierney) foi uma mulher sensível acima de tudo. Sua aparência de boneca junto de seu talento dramático a fizeram ser uma das atrizes mais interessantes da era de ouro. No gênero noir, se destaca por não corresponder ao estereótipo de mulher fatal. Encarnou com maestria a publicitária Laura no filme homônimo de 1944, além de ter chocado o público com sua Ellen Berent em 'Amar foi Minha Ruína'. Tinha ascendência irlandesa,

Filme mais famoso: Laura (1944)










Linda Darnell 

Linda Darnell (Monetta Eloyse Darnell) foi uma célebre coadjuvante, que sempre era cotada pra fazer papéis de mulheres latinas/hispânicas. Ao lado de Tyrone Power foi onde mais brilhou. Era uma mulher talentosa, inteligente e muito bonita.

Filme mais famoso: Paixão dos Fortes, de 1946.













Brigitte Bardot

Brigitte Bardot (Brigitte Anne-Marie Bardot) foi o maior símbolo sexual da década de 50. Francesa, iniciou sua carreira como modelo, e ao estrear no filme ''...E Deus Criou a Mulher', causou frisson mundial. Ousada, polêmica e lindíssima, Brigitte conquistava admiradores por onde passava, e foi a responsável por levar o balneário de Búzios no Rio de Janeiro a ser um dos lugares mais visitados do país. Hoje em dia administra uma fundação em prol dos direitos dos animais e vive em Saint-Tropez, na França.





Filme mais popular: '...E Deus Criou a Mulher' (1956)





Elizabeth Taylor

Elizabeth Taylor (Elizabeth Rosemond Taylor) foi uma atriz anglo-americana, que atingiu o sucesso ainda criança e conseguiu fazer uma bela transição de atriz-mirim para grande estrela. Dona de uma beleza exuberante e de intensos e raros olhos cor de violeta, Liz foi motivada a entrar no mundo do cinema graças á sua mãe, Sara Taylor. Depois de fazer algumas pontas em certos filmes, finalmente ganhou um papel no filme 'Lassie, a Força do Coração', dois anos depois, atingiu determinado sucesso com o filme 'A Mocidade é assim mesmo'. Aos 16, estreou no aclamado 'Um Lugar ao Sol', e ao longo de uma carreira de mais de 40 anos, colecionou sucessos e dois óscares.

Filme mais famoso: 'Cleópatra' (1960)






Vivien Leigh

Vivien Leigh (Vivian Mary Hartley) foi uma grande personalidade do cinema e do teatro americano. Encarnou com maestria a personagem feminina principal do épico '...E O Vento Levou', sendo a escolhida entre inúmeras candidatas (inclusive atrizes já conhecidas da época, como Paulette Goddard). Sua carreira no cinema é relativamente curta, mas marcante. Além do papel de Scarlett, também é conhecida por interpretar Blanche DuBois, de 'Uma Rua Chamada Pecado' (e também no teatro). Nasceu na Índia, quando o país fazia parte do império britânico, foi casada com o grande Laurence Olivier, sendo conhecida como Lady Olivier.

Filme mais famoso: ''...E O Vento Levou''.







Carole Lombard

Carole Lombard (Jane Alice Peters) foi a mais famosa atriz do gênero screwball (ou comédia maluca). Seu auge foi nos anos 30, e era o amor da vida de um dos maiores galãs da época, Clark Gable. Infelizmente, a atriz faleceu jovem e vítima de um trágico acidente de avião.

Filme mais famoso: Irene, a teimosa.













Olivia de Havilland 

Olivia Mary de Havilland é uma atriz britânico-americana radicada na França e nascida no Japão. Sua carreira é repleta de grande obras, e ela é conhecida como sendo uma das maiores atrizes do século XX, ganhadora de 2 óscares, conhecida por sua parceria com Errol Flyn e por sua personagem do filme '...E O Vento Levou'. É irmã da também atriz Joan Fontaine.
Hoje está com 99 anos e vive uma vida confortável na França.

Filme mais famoso: ...E O Vento levou (1939)









Natalie Wood

Natalie Wood (Natasha Nikolaevna Zakharenko) foi uma célebre atriz americana, que apesar de ter origem russa, encaixava-se perfeitamente em papéis de latina. Estreou no mundo do cinema ainda criança, e aos 16 anos atingiu conhecimento como o clássico 'Juventude Transviada', ao lado de James Dean. Morreu afogada de maneira misteriosa em 1981.

Filme mais famoso: Amor, Sublime Amor (1961)











Joan Fontaine

Joan Fontaine (Joan de Beavoir de Havilland) foi uma atriz britânico-americana nascida em Tóquio, conhecida por ser uma das loiras do diretor Alfred Hithcock.
Foi a única atriz a ganhar um óscar sendo dirigida pelo mestre do suspense, no filme 'Suspeita'. É irmã da atriz Olivia de Havilland (com quem tinha uma relação tempestuosa).

Filme mais famoso: Rebecca, a mulher inesquecível (1940).












Joan Crawford

Joan Crawford (Lucille Fay LeSueur) foi uma grande atriz do cinema mundial, fazendo sucesso desde á era do cinema mudo até a chegada dos grande épicos em technicolor, com quase 50 anos de atividade. Era a maior rival da atriz Bette Davis, com quem estrelou 'O Que Terá Acontecido a Baby Jane'. Sua vida pessoal é cercada de polêmicas envolvendo sua relação com seus filhos, sua sexualidade e seus colegas de profissão.

Filme mais famoso: Alma em Suplício, 1945.










Grace Kelly

Grace Kelly (Grace Patricia Kelly) foi uma céçebre atriz americana, tornando-se posteriormente princesa de Mônaco. Sua parceria com o diretor Alfred Hithcock é bastante conhecida e admirada, tendo produzido clássicos eternos em uma carreira curta nas telas. Foi vencedora do óscar de melhor atriz em 1955, prêmio este que provocou polêmica por ter desbancado a favorita Judy Garland.
Morreu em um acidente de carro, em 1982.


Filme mais famoso: Janela Indiscreta, de 1954.








Ginger Rogers

Ginger Rogers (Virginia Katherine McMath) foi um dos maiores nomes do cinema musical mundial, atuando, dançando e cantando.
Sua parceria com Fred Astaire é até hoje aplaudida e amada por cinéfilos de todo mundo, mas além de ser um grande figura musical, Ginger também era uma atriz com grande talento dramático, tendo ganhado seu único óscar com o filme 'Kitty Foyle.

Filme mais conhecido: O Picolino (1935)










Lauren Bacall

Lauren Bacall (Betty Joan Perske), foi a mais famosa atriz do cinema noir.
Tendo conquistado o sucesso aos 19 anos no filme 'Uma Aventura na Martinica' (onde também conheceu Humphrey Bogart, com quem se casou na mesma época), Lauren se consolidou como um modelo para a mulher moderna, e um exemplo de grande atriz, com uma longa carreira de quase 8 décadas.

Filme mais famoso: Á Beira do Abismo, (1946).










Katharine Hepburn

Katharine Hepburn (Katharine Houghton Hepburn) é considerada a maior atriz da história do cinema americano, sendo a atriz com o maior número de óscares ganhos e estando em primeiro lugar na lista da AFI Maiores Lendas do Cinema Americano.
Durante 60 anos, trabalhou com os maiores nomes da sétima arte, andando por diversos gêneros, firmando uma bela parceria com Spencer Tracy e conquistando um grande reconhecimento na segunda metade de sua vida, atuando em papéis marcantes de mulheres de meia-idade.

Filme mais famoso: Adivinhe quem vem para o jantar (1968)








Marlene Dietrich

Marlene Dietrich (Marie Magdalene Dietrich Von Losch) é a mais célebre atriz alemã, tendo sido bastante famosa nos anos 30. Seu filme mais conhecido 'O Anjo Azul', de 1930, é o responsável por seu sucesso fora da Alemanha, fazendo sucesso nos EUA (onde a atriz consolidou uma respeitada carreira dramática anos depois). Também é conhecida por sua aparência exótica e andrógina, conseguindo passar uma imagem sensual mesmo vestida com trajes masculinos.

Filme mais famoso: O Anjo Azul, de 1930.










Greta Garbo

Greta Garbo (Greta Lovisa Gustafsson) foi uma grande e misteriosa atriz sueca, bastante popular nos anos 20 e 30, largando o cinema em 1941. É conhecida por ter sido uma figura introvertida e glamourizada através dos tempos. Uma atriz de talento incontestável, nunca ganhou um óscar, mas foi a responsável por da vida á grandes personagens, se tornando uma das mais importantes figuras do cinema mundial.

Filme mais famoso: Ninotchka (1939)











Esse artigo foi escrito ao som do álbum 'Bubble Gum (Vol. 2), de Brigitte Bardot.


  • Título Original: State Fair
  • Ano de lançamento: 1945
  • Direção: Walter Lang
  • Roteiro: Paul Green, Oscar Hammerstein II, Sonya Levien, Philip Stong.
  • Elenco: Jeanne Crain, Dana Andrews, Dick Haymes, Vivian Blaine, Charles Winninger, Fay Bainter
  • Gênero: Romance musical
  • Música: Rodgers and Hammerstein. 

'Corações Enamorados' ou 'Feira de Ilusões' é um filme bonitinho típico de se ver com a família em um domingo á tarde. O Filme é estrelado pela simpática Jeanne Crain e pelo grande Dana Andrews 

(DANA ANDREWS EM UM MUSICAL é algo lindo de se ver).

O filme conta a história da família Frank que está animada pra participar da feira anual de Iowa, a filha Margy (Jeanne) não aguenta mais viver na fazenda e quer se livrar de seu noivo sem graça. Enfim, a família inteira está na expectativa de conquista algo na feira, e é lá que eles começam ~ a aprontar grandes confusões ~ a sair de suas vidas pacatas e conhecem novas pessoas  ( ͡° ͜ʖ ͡°).

A História é bem gostosinha e rende vários momentos musicais bem agradáveis de se ver. O Filme ganhou o óscar de melhor canção original e em 1996 foi adaptado para a Broadway.


Esse artigo foi escrito ao som de 'It Might as Well Be Spring' da trilha sonora de 'State Fair'.

A Austríaca Hedwing Eva Maria Kiesler nascida em 1914 começou a atuar aos 17 anos, em uma produção alemã chamada 'Auf Der Geld Strase', a jovem começou então a chamar atenção devido a sua extraordinária beleza: assim estava nascendo o mito Hedy Lamarr. 
Em 1931, protagonizou um dos filmes mais polêmicos da época, o drama 'Ecstasy' no qual chocou o público conservador da época ao aparecer em um nu frontal e protagonizar um dos primeiros relatos de orgasmo no cinema (cena que eu, particularmente, considero belíssima):

Após os executivos dos estúdios hollywoodianos assistirem ao filme, Hedy (ou melhor, Hedwing), começou a chamar atenção. Logo assinou contrato com o chefão da MGM Louis B. Mayer.




O Estúdio a transformou em Hedy Lamarr, a beleza exótica mais estonteante do século XX.


Sua estréia em hollywood foi com o filme 'Argel', de 1938, em seguida 'Lady of The Tropics' (1939), 'Boom Town' (1940), 'I Take This Woman' (1940) e 'Ziegfield Girl' (1941) ao lado de Judy Garkand, Lana Turner e James Stewart.

Hedy trabalhou em 18 filmes na década de 40, os maiores sucessos foram 'Sansão e Dalila' (1949), 'O Inimigo X' (1940), 'Ziegfield Girl' (1941) e 'Almas Boêmias'.


Sua carreira começou a declinar em 1950. Apesar de ter sido uma ótima atriz, Hedy nunca foi indicada á um prêmio da Academia. 


Talvez eu não estaria escrevendo esse artigo sobre Hedy se ela - na época da segunda guerra mundial - não tivesse co-inventado junto de um amigo, um sistema operacional que ajudou os soldados a se comunicarem, e graças á essa tecnologia hoje usamos WiFi. 


Hedy também é conhecida por ter sido a inspiração para as feições da personagem Branca de Neve, na famosa animação dos estúdios Disney 'Branca de Neve e os Sete Anões' (1937).

É um pouco triste saber que uma mulher tão inteligente foi reconhecida apenas por seus atributos físicos quando estava em vida. Hedy é, sem dúvidas, uma das mulheres mais importantes do século XX e essencial para o século XXI. 




Esse artigo foi escrito ao som de 'Wunderbar', trilha sonora do filme 'Kiss me Kate'.


Desta Casta

Tenho saído por aí, bruxa maldita,
assombrado no escuro, na noite bravia;
tramando o mal, minha espécie milita
sobre casas comuns onde a lanterna luzia:
sozinha, doze dedos, de loucura vasta.
Mulheres assim não são mulheres, eu sabia.
Eu tenho sido desta casta.
Tenho achado grutas mornas sob o céu,
enchido-as de potes, entalhes, estantes,
móveis, panos, incontável cacaréu;
para vermes e duendes preparo lanches:
enfileirando-os, queixosa, exausta.
Mulheres assim ninguém entendeu.
Eu tenho sido desta casta.
Tenho andado na sua caleça, cocheiro,
acenado braços nus às vilas que passam,
aprendendo as rotas finais, no fogareiro
sobrevivo às chamas que pernas assam
e fendem ossos, onde a carroça se arrasta.
Mulheres assim de morrer não se vexam.
Eu tenho sido desta casta.
Anne Sexton (192801974, poetisa americana)

Gene Eliza Tierney foi uma atriz americana, com trabalhos de destaque durante as décadas de 40 e 50, em hollywood.

Á Primeira vista, Gene era capaz de encantar qualquer um com sua beleza inocente e sua simpatia, aliados de uma delicadeza esplêndida.


Com os fãs, sempre foi prestativa e amorosa, mesmo após contrair rubéola de uma de suas tietes, continuou a se culpar por este acidente ter afetado a saúde de sua filha Darla. 

Gene foi casada com o estilista Oleg Cassini, e Darla foi fruto desta união. Ao dar á luz á uma criança com deficiência, Gene decaiu. Não conseguia se perdoar por ter comprometido a saúde de sua primeira filha. Entrara em depressão.


Emocionalmente fragilizada, Tierney se separou de Oleg após o nascimento de sua segunda filha. Continuou trabalhando no cinema até cair em profunda decadência - Já não conseguia decorar suas falas, não sabia mais representar. 


Gene foi internada em várias clínicas, passou por sessões exaustivas de eletrochoque e não melhorou. Sua saúde física e emocional estava no fim. 


Após muitos anos de luta consigo mesma, Gene faleceu em 6 de Novembro de 1991, aos 70 anos de idade. 

Pra mim, ela é um exemplo de mulher e atriz. Vale a pena ser lembrada, contribuiu em muito para a história do cinema americano, o que seria do cinema noir sem mulheres como a misteriosa Laura e a dissimulada Ellen Berent?! 




Top 5:

Amar Foi Minha Ruína (John M. Stahl, 1945)
Laura (Otto Preminger, 1944)
O Fantasma Apaixonado (Joseph L. Mankiewicz, 1947)
O Fio da Navalha (Edmund Goulding, 1946)
O Diabo Disse Não (Ernst Lubitsch, 1943)